Círculo Vicioso


O tratamento farmacológico da dor crónica intensa é, em muitos casos, frequentemente ineficaz. Os doentes não são muitas vezes adequadamente tratados e, caso tenham acesso a substâncias potentes, o equilíbrio entre um alívio suficiente da dor e uma tolerabilidade aceitável bem como o ajustamento do tratamento à dor são difíceis de manter.


Mas o que torna o tratamento tão complicado?

A eficácia analgésica insuficiente associada a uma tolerabilidade aceitável conduz a que a dose seja aumentada para se atingir um alívio satisfatório da dor. Devido à eficácia dose-dependente dos opióides tradicionais, o aumento da dose poderá resultar numa analgesia eficaz. Todavia, verifica-se, simultaneamente, um aumento do risco dose-dependente de efeitos secundários. Quando a tolerabilidade se torna inaceitável e/ou os medicamentos que atenuam os efeitos secundários (por ex., anti-eméticos contra as náuseas e vómitos induzidos pelos opióides) não exercem o efeito desejado, os médicos ou mesmo os próprios doentes reduzem a dose analgésica. Na realidade, embora se verifique uma melhoria da tolerabilidade, a consequência não intencional consiste numa analgesia inadequada.

 

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O Círculo Vicioso começa a girar

O resultado do Círculo Vicioso poderá traduzir-se em efeitos secundários, falta de eficácia ou tolerância analgésica podendo determinar, globalmente, a suspensão do tratamento e uma baixa adesão dos doentes à terapêutica.

 

 

Referência:
Varrassi G et al. Pharmacological treatment of chronic pain - the need for CHANGE. Cur Med Res Opin, 2010, 26(5): 1231-1245.
 

 

Desafios Terapêuticos


Reduzir o risco de descontinuação


Dr Gerhard H.H. Müller-Schwefe

Balancear eficácia e efeitos adversos


Prof Eija Kalso
 


EFIC