Novos conceitos em dor


O tratamento actual da dor crónica é em grande parte baseado na intensidade da dor - mas isso ainda satisfazer a crescente consciencialização de que condições de dor crónica são mais de natureza multifactorial, por exemplo, presença das componentes nociceptiva e neuropática?


A fim de permitir uma abordagem mais orientada para a escolha do tratamento farmacológico, idealmente, os médicos deveriam identificar os mecanismos causais subjacentes aos sintomas específicos de cada paciente.


No entanto, identificar esses mecanismos na prática é difícil, porque um mecanismo pode produzir sintomas diferentes e um sintoma pode ser produzido por diferentes mecanismos.1


Sempre que a fisiopatologia de uma condição médica é de natureza multifactorial, a estratégia terapêutica ideal é usar fármacos que abordem diferentes mecanismos. Uma vez que os analgésicos comummente disponíveis actuam predominantemente apenas num único sistema de modulação da dor (sistema opioidérgico/ monoaminérgico), a terapia da combinação é frequentemente necessária, mas muitas vezes limitada devido ao risco aumentado de efeitos adversos.2


Como consequência, pode mesmo ocorrer baixa adesão dos pacientes e/ou a interrupção do tratamento (Círculo Vicioso) que impedem o sucesso da terapêutica.2



Bibliografia
1 Woolf JC, Mannion R. Neuropathic pain: aetiology, symptoms, mechanisms, and management. Lancet, 1999, 353:1959-1964.
2 Varrassi et al. Pharmacological treatment of chronic pain – the need for CHANGE. Cur Med Res Opin. 2010, Vol 26(5): 1231-1245

 

Componente de Dor Neuropática (DN) - se não é identificada, não é tratada



Prof Giustino Varrassi


Dr Gerhard H.H. Müller-Schwefe


Prof Bart Morlion
 


EFIC